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“As reclamações são frequentes sobre a burocracia que existe para filmar em São Paulo. O decreto fixa prazos muito rígidos para a administração responder às demandas da indústria”, destacou, em encontro com imprensa, o prefeito.
Atualmente, produtores audiovisuais chegam a percorrer dez guichês diferentes, dependendo do tamanho da produção, para conseguir as autorizações para rodar um filme, série ou anúncio de TV. Com as mudanças, o produtor preencherá apenas um formulário online, o Cadastro Único de Filmagens e Gravações, onde informará as necessidades da produção e dados da empresa solicitante. A partir daí, a São Paulo Film Commission, departamento da Spcine, assume a negociação com os órgãos envolvidos na liberação de ruas, parques e outros espaços para filmagem.
O tempo limite para resposta fica entre dois dias úteis (no caso de peças publicitárias) e sete dias úteis (para as demais obras audiovisuais).
“Hoje uma obra de publicidade pode demorar até 20 dias para conseguir autorização para filmar, dependendo do local. A film commission vai dar previsibilidade para as produtoras e os parceiros. Uma produtora me disse que no ano passado perdeu R$ 30 milhões para outras cidades por causa das dificuldades. Vamos deixar de perder filmagens para outras cidades”, comemorou o presidente da Spcine, Alfredo Manevy.
O órgão será coordenado por Tammy Weiss, que trabalhou na mesma área na prefeitura de Santos (SP).
Preços
O decreto deve trazer uma tabela com os valores que serão cobrados para a realização das filmagens. Será uma tabela pública de descontos. “O decreto traz a tabela de descontos de 40% a 80%, dependendo do tipo de produção. Documentário vai ter praticamente gratuidade, enquanto publicidade vai pagar mais caro, pois tem mais verba, mas exige mais rapidez na liberação das licenças. A tabela vai ter coerência com os tipos de produção”, destacou Manevy.
Facilidades
A São Paulo Film Commission começa a construir uma base de dados com os serviços e profissionais do audiovisual disponíveis na cidade, como forma de incentivar arranjos produtivos locais e fortalecer a mão de obra do território.
Por meio do Selo Spcine, diferentes prestadores de serviços poderão se identificar como parceiros da empresa, oferecendo benefícios para produtores audiovisuais.
Serão três categorias: “Eu Sou Cenário”, para espaços que disponibilizem sua locação para filmagem; “Amigo do Cinema”, o serviço ou comércio oferece desconto nos preços para produções audiovisuais; e “São Paulo É Cenário”, para prédios públicos que têm disponibilidade automática para filmagem.
O dados estarão disponíveis na página da São Paulo Film Commission: lá, será oferecido ao produtor audiovisual um manual de como deve proceder para filmar em São Paulo, como também o cadastro único para obtenção de autorizações e o banco de dados de serviços, mão de obra especializada e um cadastro em permanente atualização das locações ofertadas pela cidade.
Comissão
A partir da assinatura do decreto, será constituído um Conselho de Filmagens e Gravações do Município de São Paulo, formado por órgãos da administração municipal direta e indireta. O colegiado, que deverá se reunir anualmente, fará a análise e sugestão dos preços cobrados pelo poder público para a prestação de serviços e locação de espaços da Prefeitura de São Paulo.
Participam representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTuris e das secretarias municipais de Governo, Cultura, Verde e Meio Ambiente, Transportes, Finanças e Coordenação das Subprefeituras.
A CET também terá um funcionário para atuar como ponto focal junto à São Paulo Film Commission para os pedidos de filmagens e gravações que envolvam vias públicas.
Campanha
Junto à assinatura do documento, a Spcine lança a campanha “São Paulo é cenário”. O vídeo conta com depoimentos de nomes importantes do cinema nacional, entre eles, os cineastas Fernando Meirelles e Anna Muylaert, os produtores Caio Gullane e Sara Silveira, e os atores Wagner Moura, Denise Fraga e Alessandra Negrini, que enaltecem e promovem a cidade como cenário para todo tipo de produção.
Informações:
Sítio da SPCine:
spcultura.prefeitura.sp.gov.br/agente/2157/
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Nesta primeira fase serão destinados R$ 20 milhões para a produção e distribuição de longas-metragens. Em junho, serão investidos R$ 10 milhões na produção independente para TV, completando o acordo de R$ 30 milhões assinado durante a inauguração da empresa em 28 de Janeiro último.

Novas ações estão previstas para este ano e terão foco em desenvolvimento de roteiro, circuito de salas, parcerias internacionais, eventos estratégicos do setor, curta-metragem, apoio à film commission, entre outras importantes frentes.
As linhas de financiamento à produção cinematográfica paulistana buscam dialogar com a diversidade da arte do cinema da cidade, contemplando projetos de ficção, animação e documentário, valorizando novos talentos e realizadores experientes. Ao mesmo tempo, o objetivo é garantir que a produção alcance o maior número de telas e públicos, com investimentos inéditos em distribuição para diversos tipos de produção. As linhas de distribuição foram elaboradas para promover um maior circuito para filmes de pequeno, médio e grande porte/lançamento. Os investimentos serão de R$ 300 mil a R$ 1 milhão por projeto.
Investimento. A LINHA 1 vai selecionar obras de ficção, documentário e animação com recursos de até R$ 1 milhão para serem realizadas. Serão premiados ao menos 1 projeto de Baixo Orçamento de R$ 1 milhão e, no mínimo, dois documentários. A linha ainda premia primeiros ou segundos trabalhos de novos diretores com dois prêmios de até R$ 300 mil cada. Para se ter uma ideia, o investimento total de R$ 7 milhões representa aumento de mais de 50% – em relação a 2014 -, tomando como referência os recursos municipais destinados à produção de filmes.
A LINHA 2 oferece R$ 3 milhões de investimento em distribuição de filmes de médio e pequeno porte. O objetivo é garantir que os filmes cheguem ao maior número de salas de cinema e levem o maior número de espectadores, com investimento em propaganda e visibilidade dos longas-metragens. Voltado a distribuidoras paulistas a linha oferece recursos para projetos com lançamento em pelo menos 10 salas e em, no máximo, 100 salas de cinema.
A Spcine vai investir no mínimo R$ 100 mil por lançamento – com teto de R$ 400 mil para lançamentos de médio porte – e teto de R$ 600 mil por distribuidora para assegurar a maior diversidade de agentes e proponentes nesse mercado.
As LINHAS 3 e 4 foram desenvolvidas para longas-metragens com expectativa de grande lançamento em circuito exibidor. Os incentivos têm como foco filmes com previsão de exibição em mais de 200 salas.
A LINHA 3 irá conceder até R$ 1 milhão para a produção de longas-metragens com compromisso de lançamento em no mínimo 200 salas e até R$ 500 mil para a produção de filmes com previsão de lançamento entre 100 e 200 salas. Para participar, é necessário que a produtora paulista tenha contrato firmado com uma distribuidora, prevendo investimento de pelo menos R$ 1 milhão em P&A (impressão e campanha publicitária, na sigla em inglês) e lançamento em número mínimo de salas conforme inscrição. O volume total de recursos é de R$ 6 milhões.
Já a LINHA 4 é aberta a distribuidoras de todo o país, desde que associadas a empresas paulistas de distribuição. O contrato com a produtora paulista deve prever lançamento em, no mínimo, 300 salas e investimento de R$ 1 milhão em P&A. O valor total da linha é de R$ 4 milhões – até R$ 1 milhão por filme.

Conheça a SPCine
A SPCine, empresa de cinema e audiovisual da cidade de São Paulo, foi fruto de diversos encontros, grupos de trabalho e estudo de experiências de sucesso, com participação ativa do setor audiovisual. Para a criação da empresa, a Secretaria Municipal de Cultura e o Governo do Estado de São Paulo investiram, cada um, R$ 25 milhões. A parceria com a ANCINE viabiliza o aporte de R$ 15 milhões do FSA para editais da empresa, de acordo com os parâmetros da Linha de Suplementação a Editais Regionais.
A empresa atuará em três eixos: no eixo Desenvolvimento Econômico, ajudará o desenvolvimento do setor rumo a um cenário de sustentabilidade econômica, promovendo estudos setoriais e investimentos estratégicos; no eixo Integração e Internacionalização, a SPCine estimulará coproduções, atração de produções estrangeiras, a exportação do conteúdo audiovisual local e o intercâmbio cultural e de talentos; e no eixo Inovação, Criatividade e Acesso, a empresa apoiará também ações de desenvolvimento criativo e inovação aplicada às novas tecnologias, formatos, linguagens e ao empreendedorismo.
O Programa integra uma ampla estratégia para o setor desenvolvida pela Spcine. No planejamento para 2015/2016, estão previstas ainda ações e programas nas áreas de formação, inovação, acesso e internacionalização do audiovisual paulista, que incluem investimento no desenvolvimento de roteiros e o circuito de salas na periferia.
O Programa de Investimento SPcine e Brasil de Todas as Telas:

Para saber detalhes do programa clique aqui.
Para obter o Manual de Inscrição, clique aqui.
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